Sonhar com a Criança Interior

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Henri Gougaud: Passemos à carta de uma ouvinte:

Vejo-me a subir umas escadas na companhia de um menino de cerca de dez anos. Não lhe distingo os contornos do rosto, mas sei que tenho de o guiar. A cada degrau que subo, tenho de parar porque me sinto extremamente cansada, e continuo  a subir a muito custo, agarrada ao corrimão, enquanto vou olhando para trás para ver se o menino me segue. E de repente, sem saber explicar como, vejo-me a alcançar o alto das escadas com a maior facilidade.

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A Alquimia ontem e hoje

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Henri Gougaud: Vamos falar dos alquimistas e, em particular, dos novos alquimistas, uma vez que existe, hoje, uma nova alquimia. Mas, antes, é necessário definir o que é a alquimia. Precisamos, antes de mais, de pôr de lado uma falsa imagem: a do alquimista de chapéu pontiagudo, de vestes recamadas de grandes estrelas e crescentes lunares, o alquimista inquietante que o escritor Victor Hugo popularizou no romance Nossa Senhora de Paris, que atiçava o fogo do seu forno à sombra das catedrais góticas. Esse alquimista nunca existiu.

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O cofre / O baú

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O cofre e, por extensão, a arca e o baú, remetem para a noção de tesouro, que poderá ser não apenas de natureza material, mas também de natureza afetiva ou espiritual.

Se se trata de riquezas materiais, a sua presença no sonho poderá interrogar o sonhador sobre o lugar que estas ocupam na sua vida, e em que medida o interesse por elas poderá impedi-lo de realizar o seu potencial interior, abafando os traços mais genuínos da sua personalidade e o anseio de busca de novos horizontes.

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O Sol

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De um modo geral, o Sol representa o princípio masculino e ativo, assim como a Lua representa o princípio feminino e passivo. A dualidade ativo / passivo, masculino / feminino, não é um princípio absoluto. Existem culturas que veem o princípio feminino com ativo, dado ser fecundo. Certos povos nómadas da Ásia Central consideravam o sol um princípio feminino ( a Mãe-Sol ). É também o caso dos xintoístas, para quem o Sol é a grande deusa Amaterasu, irmã de Tsukuyomi, o deus da Lua. Na mitologia nórdica, Sol é a deusa do Sol, e Máni, Deus da Lua, ideia retomada por J.R.R.Tolkien na sua obra.

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Fiar, tecer, bordar

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O ato de tecer: símbolo e mito

Desde os primórdios da civilização, podemos encontrar nos artefactos, como cestos e esteiras, trançados com fibras de folhas e cipós, as primeiras formas de tecelagem, talvez inspirados nas teias de aranhas e nos ninhos dos pássaros.

Considera-se que o trabalho feminino de preservação e manutenção da vida, da produção de artefactos de cerâmica e cestaria (ligada à função de nutrição), e dos primeiros tipos de roupa (ligada à proteção do corpo), foi um fator determinante na transformação do Homem natural num ser cultural.

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A boneca

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A boneca no sonho

Sonhar com bonecas não reenvia obrigatoriamente à infância e seus jogos inocentes. A boneca sugere uma ideia de inércia. No sonho, pode aparecer a falar, só que o seu discurso, habitualmente, não é agradável. Há nela uma dimensão de inquietação que invade o sonhador e lhe dá a impressão de estar no meio de um pesadelo.

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A Criança Interior

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Joyce C. Mills
Richard J. Crowley

No seu livro autobiográfico Memórias, Sonhos e Reflexões, Jung recorda, maravilhado, o inesperado encontro com a sua Criança Interior, e o impacto particularmente prolongado que esse momento teve na sua vida. O capítulo intitulado “Confronto com o Inconsciente” descreve uma série de sonhos que haviam deixado Jung desorientado. Na esperança de encontrar o sentido destes, começou a relembrar algumas experiências de infância. O resultado foi uma vívida e comovente imagem, que se tornou o marco memorável de uma grande mudança na sua vida.

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As abelhas

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Numerosas, organizadas, laboriosas, disciplinadas, as abelhas não seriam diferentes das formigas, como estas, símbolos das multidões submetidas à inexorabilidade da vida mecânica e horizontal, se não tivessem asas e não sublimassem em mel, símbolo da imortalidade, o frágil perfume das flores.

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O guarda-fatos / o guarda-roupa

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O guarda-fatos, em sonhos, mostra o grau de confiança que o sonhador tem em si próprio e a imagem que quer dar de si aos outros. Por vezes, este é advertido de que a sua necessidade de causar boa impressão pode levá-lo ao uso sistemático de “máscaras”, e acabar por perder o contacto com a parte mais genuína do seu ser.

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A mandala

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Mandala é um termo geral, proveniente do sânscrito, que significa círculo. As mandalas são desenhos contemplativos, geométricos, circunscritos por um círculo. Para as diferentes tradições do mundo, trata-se de desenhos místicos, símbolos de energias cósmicas. Podem ser utilizados como suporte de meditação ou como forma de busca de uma harmonia interior.

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A espiral, símbolo da vida e do tempo

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A física e a astronomia ensinam-nos hoje que a espiral está omnipresente nas estruturas do universo, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, da dupla hélice do ADN ao turbilhão das galáxias. Mas isso, não o sabiam os nossos longínquos antepassados do neolítico, quando gravavam espirais nas rochas.

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O lótus

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O lótus representa a expansão da alma e simboliza a beleza e a pureza que emergem das águas turvas, ou a esperança que surge nos momentos difíceis. Brotando à superfície das águas, ele ilustra a emanação das formas a partir do Caos Primordial. Exprime que, qualquer que seja o ambiente em que o ser humano se encontre, a sua verdade espiritual latente poderá expandir-se sem contaminação, desde que este se encontre em comunhão com a Luz Celeste e não se desvie desta.

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Os meios de transporte nos sonhos

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Os meios de transporte nos sonhos incluem conduzir um automóvel, viajar de  navio, de comboio, de avião, andar de autocarro ou de metro, de bicicleta, etc.

Para chegarmos a compreender por que motivo os sonhos escolhem um tipo particular de transporte, precisamos das associações do sonhador, porque os meios escolhidos podem ter razões muito particulares.

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A Deusa

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Na psicologia analítica de Jung, o arquétipo é uma imagem primordial que contém um tema universal, comum a todas as culturas humanas, mas representado sob formas simbólicas diversas que estruturam a psique inconsciente.

A Deusa, princípio feminino do universo, possui ”10 000 nomes e 10 000 rostos”. Manifesta-se na Terra graças à mulher, é associada à natureza, e representa, para os orientais, a energia suprema Yin, que também se encontra no homem, da mesma forma que a energia divina Yang se manifesta igualmente nas mulheres.

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A igreja

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A igreja aproxima-se do simbolismo da casa, mas, neste caso, não se trata de uma simples representação do corpo que habitamos e da sua aparência.

O corpo contém o espírito, a alma da pessoa. É perfeitamente possível sonhar-se com uma igreja ou um qualquer edifício religioso, mesmo se se é ateu.

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A alma e a mente

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Muitas vezes, as pessoas tentam mudar as suas vidas recorrendo apenas à vontade própria. É como se esta fosse o martelo que se utiliza numa bigorna para bater o ferro, até se adquirir a forma pretendida. A mente define os objetivos a alcançar, e força a vida a tomar uma determinada feição. Este modo de abordar a sacralidade da nossa presença na terra é demasiado exterior e imbuído de violência. Arrasta-nos para fora de nós próprios e faz-nos perder toda a energia na mecanicidade do quotidiano.

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Os deuses em cada homem

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O homem científico-tecnológico e os deuses da Antiguidade 

O impulso que se tornou aquilo a que hoje chamamos ciência e tecnologia tem estado entre nós desde que os primeiros homens e mulheres das cavernas domesticaram o fogo. Por sermos criaturas pequenas num universo imenso, contemplamos inevitavelmente os céus estrelados e as maravilhas debaixo do sol, e permanecemos em mudo assombro diante da magnificência do cosmos.

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O arquétipo da Sombra

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Derivando das descobertas levadas a cabo por Sigmund Freud e Carl Gustav Jung, o arquétipo da sombra pessoal engloba toda uma reflexão, sintetizada no âmbito da psicologia das profundidades, sobre a profunda cisão que parece existir entre o lado luz e o lado sombra da psique humana, sendo este último caracterizado por “desejos não reconhecidos” e por “porções reprimidas da personalidade”. Continuar a ler

A dualidade da sombra

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Conforme a define a psicologia junguiana, a sombra consiste em diversos níveis diferentes. Definimos a sombra como sendo constituída por todos aqueles elementos, sentimentos, emoções, ideias, crenças, com os quais não conseguimos identificar-nos; que estão reprimidos devido à educação, à cultura ou ao sistema de valores.

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A concha

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A concha, evocando as águas onde ela se forma, participa do simbolismo da fecundidade próprio da água. Representa o órgão sexual feminino. O seu conteúdo ocasional, a pérola, suscitou, talvez, a lenda do nascimento de Afrodite, a Vénus eterna, figuração da componente feminina da psique. É o espaço primeiro, o útero, o ventre materno, as águas primordiais. Continuar a ler

A lua

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A lua está ligada aos ritmos biológicos: astro que cresce, diminui e desaparece, cuja vida está submetida à lei universal do devir, do nascimento e da morte, morte essa que nunca é definitiva. Este eterno retorno às suas formas iniciais, esta periodicidade sem fim, fazem com que a Lua seja por excelência o astro dos ritmos de vida, controlando todos os planos cósmicos regidos pela lei do devir cíclico: marés, vegetação, chuvas, fertilidade. A lua rege a renovação periódica, tanto no plano cósmico como no plano terrestre, vegetal, animal e humano. Continuar a ler

A borboleta

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A borboleta representa a parte imaterial do ser, a realização da alma.

Do estado inferior de larva à glória efémera do inseto perfeito, a borboleta traduz uma ideia de metamorfose.

A lagarta que se torna borboleta convida ao sonho da transformação mágica, embora toda a transformação interior exija vigilância, esforço e persistência, de contrário a borboleta de encanto poderá vir a queimar as asas na chama purificadora. Continuar a ler

Uma viagem tranquila – Os sonhos e o simbolismo da passagem

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Eu tinha um medo de morte da morte. Creio que todos temos medo da morte de uma maneira ou de outra, mas eu evitava pensar nela a todo o custo. Quando a minha companheira decidiu que queria um cão, adorei a ideia. Contudo, como sabia que o cão haveria um dia de morrer, resisti ao desejo dela o mais que pude. Acabámos com dois cães. No dia em que o primeiro deles morreu, eu estava a milhares de quilómetros de distância, algo que muito me aliviou. Senti-me como se tivesse evitado uma bala. Quando a minha avó morreu, chorei dias a fio e decidi não assistir ao funeral. Era uma situação com a qual não poderia lidar. Continuar a ler

A cor branca

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A cor branca pode apresentar dois sentidos:

Um é o do branco neutro, de caráter passivo, próprio das experiências que ainda estão para vir. Transborda de possibilidades vivas, que aguardam realização. Como diz Kandinsky, é um nada anterior a qualquer nascimento, anterior a qualquer começo. Representa um momento de vazio, em que o ser se encontra inibido, em suspenso numa brancura passiva. O branco é, neste caso, a cor da não-implicação. Continuar a ler

A cor preta

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A cor preta está associada às trevas primordiais, à indiferenciação original.

Instalado debaixo do mundo, símbolo dos infernos, ou regiões inferiores, o preto exprime um estado de morte, de passividade absoluta.

O preto é cor de luto, não como o branco, mas de uma forma mais opressiva. O luto branco tem algo de messiânico, indica uma ausência destinada a ser complementada. É o luto dos Reis e dos Deuses que vão obrigatoriamente renascer. O luto negro é um luto sem esperança, uma perda definitiva, a queda sem regresso no Nada. Continuar a ler

A casa

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Georges Romey
Dictionnaire de la Symbolique III
Paris, 1999

A casa onírica é um símbolo do centro familiar, a ilha da infância perdida num tempo longínquo. Sendo a casa do sonho, antes de mais, a casa da infância, é um lugar que tenta restituir as relações familiares tal como foram vividas pelo sonhador ou pela sonhadora durante a infância. Continuar a ler

A escada

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O simbolismo da escada aponta para as relações entre o Céu e a Terra. A escada é o símbolo da ascensão e da valorização. Indica uma ascensão gradual e uma via de comunicação nos dois sentidos entre diferentes níveis. Todo o progresso em valor é concebido como uma subida. A escada aparece na arte como o suporte imaginativo da ascensão espiritual. Ergue-se como uma unidade onde o alto e o baixo, o céu e a terra se podem juntar. Continuar a ler

O cão

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

O cão está simbolicamente associado aos impérios invisíveis regidos pelas divindades ctónicas (subterrâneas). Continuar a ler

A ilha

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A ilha, à qual apenas se chega depois de uma navegação ou de um voo, é um símbolo por excelência do centro espiritual. Em diferentes tradições a ilha aparece-nos como símbolo do Paraíso Terrestre, morada dos bem-aventurados. A Thulé grega, a ilha Awa, ou ilha de espuma nipónica, a ilha central, eminente, a que a Demanda do Graal chama Montsalvat. Continuar a ler

O ovo

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Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994

O ovo, considerado como aquilo que contém o germe a partir do qual se desenvolverá a manifestação, é um símbolo universal. O nascimento do mundo a partir de um ovo é uma ideia comum a Celtas, Gregos, Egípcios, Fenícios, Tibetanos, Hindus, Chineses, bem como a muitos outros povos. Continuar a ler

O trigo

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Georges Romey
Excertos adaptados

O trigo é um dom da Terra. Da Terra-Mãe. Todas as grandes Deusas-Mães contaram entre os seus atributos a coroa de espigas ou o feixe dourado. Ceres deu o seu nome à família dos cereais. Num texto que fala de um dos mais antigos arquétipos gravados na estrutura neuronal do homem, não se pode evitar a referência à mitologia. Continuar a ler

A maçã

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A maçã possui simbolicamente um duplo sentido: ora é fruto da Árvore da Vida, ora é fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Conhecimento unificador que confere a imortalidade, ou conhecimento separador, que provoca a queda. Alimento-prodígio que mantém a juventude, símbolo da renovação e da frescura perpétua, ou fruto que confere a inteligência para conhecer o mal, capacidade para o desejar e liberdade para o praticar, e, como tal, fruto que transmite degradação e morte. Continuar a ler

A árvore

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Símbolo da vida, em perpétua evolução, em ascensão para o céu, a árvore evoca o simbolismo da verticalidade, pondo em comunicação os três níveis do Cosmos: o subterrâneo, com as suas raízes abrindo caminho nas profundezas onde penetram; a superfície da terra, com o tronco e os primeiros ramos; as alturas,  com os seus ramos superiores, atraídos pela luz do céu. Continuar a ler

O Jardim

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O jardim é um símbolo do Paraíso terrestre. Este é representado no Génesis por um jardim, cultivado por Adão. Foi dito dos jardins da Roma antiga que eles eram recordações de um paraíso perdido. O jardim do Extremo Oriente é o mundo em miniatura, mas é também a natureza restaurada no seu estado original, convite à restauração da natureza original do ser. Continuar a ler

O gato

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A essência simbólica do gato é o mistério e a liberdade. Exprime a disponibilidade para a metamorfose, a transformação.

O gato, no universo onírico, exprime a evolução vital, a flexibilidade do ser, a disponibilidade para as transformações da alma. É, tal como os felinos em geral, uma representação de leveza, de elasticidade, de movimento livre e imprevisível. Continuar a ler

A luta pelo sentido

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Bruno Bettelheim
Psicanálise dos Contos de Fadas
Lisboa, Bertrand Editora, 1991
(excertos adaptados)

 Hoje, como em tempos idos, a mais importante e a mais difícil tarefa na educação de um filho é ajudá-lo a encontrar um sentido para a vida. Para se conseguir isso são precisas muitas experiências de crescimento. Enquanto se desenvolve, a criança tem de aprender, passo a passo, a compreender-se a si própria; com isso ficará apta a compreender os outros e, eventualmente, a relacionar-se com eles por vias mutuamente satisfatórias e significativas. Continuar a ler

O lado sombra do quotidiano

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Jeremiah Abrams (org)
O reencontro da Criança Interior
Paulo, Cultrix, 1999
(Excertos adaptados) 

Em 1886, mais de uma década antes de Freud sondar as profundezas da escuridão humana, Robert Louis Stevenson teve um sonho altamente revelador: um homem, perseguido por um crime, engolia um certo pó e passava por uma mudança drástica de caráter, tão drástica que se tornava irreconhecível. O amável e laborioso cientista Dr. Jekyll transformava-se no violento e implacável Mr. Hyde, cuja maldade ia assumindo proporções cada vez maiores à medida que o sonho se desenrolava. Continuar a ler

A angústia dos tempos e o caminho da paz II

Etienne Perrot
Péril nucléaire et transformation de l’homme.
Conférences sur la vie intérieure
Paris, Ed. Jacqueline Renard, 1991

(excertos adaptados)

A angústia dos tempos e o caminho da paz  I

Vivemos num mundo consciente, onde nos colocou a nossa educação, a nossa cultura. Fomos educados num quadro moral, seja ele religioso ou laico. Recebemos uma instrução centrada na aquisição de noções racionais, remetendo para o plano secundário toda a zona da imaginação e da emotividade. Esta é relegada para aquilo a que se dá o nome de inconsciente. O inconsciente não é apenas aquele receptáculo, aquela lata do lixo das pulsões sexuais a que Freud o quis reduzir; Continuar a ler

A angústia dos tempos e o caminho da paz III

Etienne Perrot
Péril nucléaire et transformation de l’homme.
Conférences sur la vie intérieure
Paris, Ed. Jacqueline Renard, 1991

(excertos adaptados)

Não é por nada que os antigos alquimistas diziam que a Grande Obra consistia em transformar a obscuridade em luz, em obter, em primeiro lugar, o caos, o caos dos sábios, que nós interpretamos de uma forma muito simples. Devo deixar o limite, o meu pequeno universo bem balizado: “Basta fazer isto, basta fazer aquilo, uns são maus e outros são bons.” É preciso aceitar entrar numa incerteza, enfrentar aquele jogo de imagens e de emoções desconcertantes que são oferecidas pelo inconsciente e pelos sonhos. É isto a realização do caos dos sábios. Os alquimistas chamavam-lhe também nigredo, negrura, onde se encontra a mesma ideia de obscuridade. Diziam que a luz nele nascia gradualmente, a partir das trevas. Continuar a ler

A angústia dos tempos e o caminho da paz IV

Etienne Perrot
Péril nucléaire et transformation de l’homme.
Conférences sur la vie intérieure
Paris, Ed. Jacqueline Renard, 1991

(excertos adaptados)

Parece assim que a visão caótica dos fenómenos que nos é oferecida pela ciência moderna (ou era oferecida, porque a ciência evoluiu muito), se harmoniza no indivíduo. Tendo realizado em si mesmo uma unidade e uma harmonia, o indivíduo vê a sua visão mudar e projecta um olhar transformado sobre o universo. Existe, neste sentido, uma corrente científica muito forte, nascida nos Estados Unidos, cujos ecos potentes vêm actualmente até nós, numa relação muito estreita com as descobertas de Jung. Estes autores falam muito, talvez demasiado, porque as palavras podem dispensar de realizar as coisas; trata-se de evocar a unidade do mundo, do unus mundus, que é o termo que Jung pediu “emprestado” aos alquimistas, para traduzir essa visão unificada do mundo. Continuar a ler

O lugar do mito na vida moderna

James Hollis
Rastreando os Deuses. O lugar do mito na vida moderna
Paulus, São Paulo, 1999

Rastreando os Deuses. O lugar do mito na vida moderna

Dizem que, em média, gastamos seis anos de nossa vida sonhando. Essa façanha prodigiosa faz parte do intento teleológico da psique. Os sonhos são a rota íntima de saída da alma e constituem o processo gerador de mitos em cada pessoa. A rica tessitura de detalhes, a “transgressão” da lei de tempo e espaço vigente na vigília, o poder de síntese de novas combinações, as abundantes alusões a experiências anteriores, são todos aspectos conhecidos do estudioso de sonhos. Sempre misterioso e ineditamente surpreendente, em geral enigmático, trabalhar com sonhos vincula-nos de modo irremediável com o mistério. Se temos condições de acompanhar os sonhos durante Continuar a ler

A Jornada do Herói

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

A Jornada do Herói

Foi a preocupação com a possibilidade de não conseguirmos solucionar os grandes problemas políticos, sociais e filosóficos do nosso tempo, caso muitos de nós persistíssemos em ver o herói como algo de exterior a nós mesmos, que me inspirou a escrever The Hero Within. O livro pretende ser um convite a empreender a jornada e desafiar os leitores a reivindicarem o seu próprio heroísmo. Esta jornada não implica tornar-se maior, melhor, ou mais importante do que qualquer outra pessoa. Continuar a ler

O Sábio

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

O Sábio

Quando trilhamos o caminho do Sábio na nossa jornada, depois de começarmos a responsabilizar-nos pelas nossas vidas e pelas nossas acções no mundo, descobrimos que o Sábio não é um feiticeiro ou um mágico, que entoa um cântico ou prepara uma infusão, através dos quais uma pessoa pode ser curada ou morta, e uma guerra pode ser ganha ou perdida. Esta é a concepção do Sábio segundo o ponto de vista do Órfão. Continuar a ler

Os Arquétipos e a Evolução Humana

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: A Jornada do Herói

Os Arquétipos e a Evolução Humana

O Inocente e o Órfão dão início à acção. O Inocente vive no estado de graça anterior à queda; o Órfão enfrenta a realidade da queda. Os próximos estádios constituem estratégias para viver no mundo depois do pecado original: o Nómada inicia a tarefa de se perceber separado dos outros; o Guerreiro aprende a lutar para se defender e para mudar o mundo segundo a sua própria imagem; Continuar a ler

O Crescimento como Espiral rumo à Totalidade

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: A Jornada do Herói

O Crescimento como Espiral rumo à Totalidade

Os arquétipos são formas heróicas evolutivas, mas não são vivenciadas de forma linear e progressiva. Eu ilustraria a progressão típica do herói como um cone ou espiral tridimensional no qual é possível avançar e retroceder frequentemente ao longo do círculo. Cada estádio tem a sua própria lição a ensinar, e reencontramos situações que nos lançam para estádios anteriores, a fim de que possamos aprender e reaprender as lições, em novos níveis de complexidade e subtileza intelectual e emocional. Continuar a ler

A Queda

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
&
Carol Pearson
Awakening the Heroes Within
New York, Harper Collins, 1991
Excertos adaptados

Anterior: Do Inocente ao Órfão

A Queda

Muitas culturas possuem mitos que falam de uma era dourada, que entretanto desapareceu por culpa humana. A partir deste mito, surge a convicção de que é possível à humanidade reentrar no Paraíso, mas somente através do sofrimento e do sacrifício. Continuar a ler

Do Inocente ao Órfão

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
&
Carol Pearson
Awakening the Heroes Within
New York, Harper Collins, 1991
Excertos adaptados

Do Inocente ao Órfão

O Inocente vive no mundo anterior à queda, num paraíso verdejante onde a vida é bela e todas as necessidades são satisfeitas numa atmosfera de desvelo e amor. O equivalente mais próximo dessa experiência ocorre no começo da infância – para aqueles que tiveram infâncias felizes. Continuar a ler

A Ajuda

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
&
Carol Pearson
Awakening the Heroes Within
New York, Harper Collins, 1991
Excertos adaptados

Anterior: A Queda

A Ajuda

Se o problema do Órfão é o desespero, a chave para a resolução do seu problema reside na esperança. Não adianta dizer aos Órfãos que devem crescer e assumir a responsabilidade das suas vidas, se não se acham capazes disso! Precisam de ter alguma esperança de que cuidarão deles. As histórias que a cultura construiu a partir do arquétipo do Órfão são do tipo “de-pobre- a-rico” e histórias de amor muito convencionais. O sub-tema desses enredos mostra que o sofrimento redime e que trará de volta o progenitor ausente. Nos romances de Charles Dickens, Continuar a ler

O Nómada

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

O Nómada

O arquétipo do Nómada é exemplificado pelas histórias de cavaleiros, de cowboys e de exploradores, que partem sozinhos para conhecer o mundo. Durante as suas viagens, encontram um tesouro, que representa simbolicamente o dom do seu verdadeiro ser. Iniciar conscientemente a própria jornada, e enfrentar o desconhecido, marca o começo de um novo nível de existência. O Nómada faz uma declaração radical: a vida não é fundamentalmente sofrimento; a vida é uma aventura. Continuar a ler

O Cativeiro

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: O Nómada/O Cativeiro

O Cativeiro (cont.)

Quando começam a ver o mundo e se começam a ver a si mesmos com os seus próprios olhos, os Nómadas têm medo de que a punição por essa atitude seja o isolamento perpétuo ou, no sentido mais extremo, a morte solitária e a pobreza. Não obstante esse medo – que se prende com o terror infantil de não se conseguir sobreviver se não se agradar aos outros (aos pais, aos professores, aos chefes, aos companheiros) – os Nómadas tomam a decisão de abandonar o universo conhecido em prol do desconhecido. Continuar a ler

O Guerreiro

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

O Guerreiro

O arquétipo do Guerreiro é a definição de heroísmo na nossa cultura. Pedi a muitas turmas e plateias que me dissessem quais as personagens centrais da história do herói. A resposta é sempre a mesma: o herói, o vilão (ou o dragão que deve ser morto) e a vítima (ou a donzela em perigo que deve ser salva). Todos conhecemos esse enredo e essas personagens. A moral subjacente a esta história é de que o bem pode triunfar, e vai triunfar, sobre o mal. Porém, ainda mais fundamental do que isto, é o facto de a história nos mostrar que as pessoas, quando têm a coragem de lutar por si mesmas e pelos outros, podem mudar os seus mundos. Continuar a ler

Uma Cultura Guerreira

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: O Guerreiro

Uma Cultura Guerreira

Os Guerreiros mudam os seus mundos através da afirmação da sua vontade e do seu desejo de um mundo melhor. Nas famílias, nas escolas, nos locais de trabalho, nas amizades, nas comunidades ou na cultura como um todo, este arquétipo orienta as nossas exigências no sentido de harmonizar o ambiente circundante com os nossos próprios valores.

No entanto, aqueles que chegam à fase do Guerreiro Continuar a ler

Além do extermínio do Dragão

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: Uma Cultura Guerreira

Além do extermínio do Dragão

Quando os Guerreiros se dão conta de que a sua verdade é apenas uma de entre outras, começam a encarar os outros como aliados potenciais e não como inimigos. A tarefa do herói passa a ser construir pontes, e não matar ou converter. Continuar a ler

O Amante Guerreiro

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

Anterior: Além do extermínio do Dragão

O Amante Guerreiro

Ao reconhecer a unidade com a Terra e a interdependência das pessoas, os Guerreiros passam a respeitar as pessoas que controlam as suas próprias vidas, aquelas que abandonaram o controlo das suas próprias vidas, ou aquelas a quem esse controlo foi retirado. Quando abandonam a necessidade de ser melhores, os heróis deixam de se pôr à prova constantemente e podem apenas ser. Continuar a ler

O sonho acordado livre

Georges Romey
Excertos adaptados

O sonho acordado livre

Ninguém escreverá jamais o dicionário exaustivo e definitivo dos símbolos. Esta afirmação decorre da própria natureza da função simbólica. Se o símbolo fosse um código inerte, portador de um ou mais sentidos facilmente apreendidos, que pudéssemos identificar de uma vez por todas, algumas das melhores obras escritas até hoje por teóricos competentes responderiam satisfatoriamente às necessidades dos analistas. Mas estes experimentam frequentemente um sentimento de frustração na sua prática quotidiana. Continuar a ler

A imagem

Georges Romey
Excertos adaptados

A imagem

O mundo é um gigantesco livro de imagens. Imagens tranquilizadoras, se considerarmos que testemunham aquilo a que chamamos “realidade”. Imagens perturbadoras, quando adivinhamos que apenas exprimem aparências. Imagens prodigiosas, quando o espírito as impregna de transparência e nos conduzem à outra margem da realidade. Continuar a ler

O Retorno do Herói

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

O Retorno

O mito clássico do herói descreve o reino como um deserto. As colheitas não crescem, a doença campeia, os bebés não nascem, a alienação e o desespero imperam. A fertilidade e o sentido da vida desapareceram do reino. Esta situação está relacionada com algum fracasso do rei, que é impotente, malvado ou despótico. O aspirante a herói empreende uma jornada, enfrenta um dragão e conquista um tesouro, que pode ser composto de riquezas materiais ou de um objecto mais simbólico (o Graal, nos mitos do Graal, ou um peixe sagrado, Continuar a ler

O Mártir

Carol Pearson
The Hero Within
San Francisco, Harper & Row, 1989
Excertos adaptados

O Mártir

O enredo básico do arquétipo do Mártir está patente nos antigos rituais de sacrifício das religiões de fertilidade. Fala-nos do ciclo da natureza, que vai do nascimento na Primavera ao amadurecimento no Verão, da colheita no Outono à desolação e morte no Inverno. Os antigos ritos dionisíacos, por exemplo, incluíam a mutilação do deus e a dispersão das suas partes até que nada dele restasse. Na base de todas as religiões de fertilidade está o conhecimento de que a morte e Continuar a ler

A ave

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A ave é um símbolo de natureza arquetípica, dada a sua presença em todas as tradições e culturas. Basta pensarmos na pomba, na fénix, na águia, no falcão, etc.. É um dos símbolos mais poderosos da liberdade e da expansão da consciência. Dado que designa um ser que voa, é um símbolo utilizado para exprimir, de forma privilegiada, a relação entre o céu e a terra, entre o espírito e a matéria, entre o plano horizontal e o plano vertical.

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A taça — o vaso

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

A taça – o vaso

O simbolismo, muito difundido, da taça apresenta-se sob dois aspectos essenciais: o do vaso da abundância e o do vaso que contém a bebida da imortalidade. No primeiro caso, ela é muitas vezes comparada com o seio materno que produz o leite. Mas o simbolismo mais geral da taça aplica-se ao Graal medieval, vaso que recolheu o sangue de Cristo na Última Ceia, e que contém, ao mesmo tempo, a tradição momentaneamente perdida e a bebida da imortalidade. Continuar a ler

As marionetas e os autómatos

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O conteúdo dos sonhos em que aparecem estas personagens estranhas permite determinar o que leva a separá-las em dois grupos. Todas exprimem o desconforto de uma psicologia incapaz de se libertar de comportamentos estereotipados, o estado de uma personalidade incapaz de manifestar os seus próprios sentimentos, de desenvolver um pensamento autónomo. Uma psicologia que gera imagens de marionetas ou de autómatos anuncia assim a sua dependência em relação a uma referência exterior. Continuar a ler

A filha do rei

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

A filha do rei

O tema da Filha do Rei encontra-se, com muita frequência, em quase todas as tradições. A Filha do Rei é concedida ao herói como recompensa da sua audácia e da sua coragem. Um empreendimento difícil implica perigos que o herói soube vencer com o risco da própria vida. Daí os casais Atalanta e Hipómenes, Andrómeda e Perseu, Ariadne e Teseu, etc. Continuar a ler

O príncipe e a princesa

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

O príncipe e a princesa

O Príncipe simboliza a promessa de um poder supremo, a primazia entre os seus pares, seja qual for o domínio em questão: um príncipe das letras, das artes, das ciências; a Princesa dos poetas. O Príncipe encantado e a Princesa distante fazem sonhar os jovens. Exprimem as virtudes reais no estado da adolescência, ainda não dominadas nem exercidas. Continuar a ler

O príncipe

Georges Romey
Excertos adaptados

O príncipe

O Príncipe do sonho não é um príncipe de sonho, consolação insípida evocada por uma alma sofredora, nem mesmo apenas o activo animus, complemento providencial que intervém a convite da anima ou do psicoterapeuta. A figura do príncipe vem na altura certa, quando os tempos de espera se cumpriram. O símbolo manifesta-se quando o paciente aceita viver uma relação diferente com o tempo. Continuar a ler

Glossário

  • ANIMA: componente feminina (características femininas) da psique humana.
  • ANIMUS: componente masculina da psique.
  • PERSONA: “máscaras socias”, papéis desempenhados “em público”

O rei

Georges Romey
Excertos adaptados

O rei

Rei, pela graça de Deus. Legitimado por transmissão hereditária, dita de direito divino, o poder temporal absoluto recebe daquela a aura dos valores sagrados. Na dinâmica onírica, a imagem real pode, por vezes, provar a aspiração à realização perfeita e é, na maioria das vezes, sinal de uma autoridade incontestável.

O duplo aspecto, temporal e sagrado, Continuar a ler

O gigante

Georges Romey
Excertos adaptados

O gigante

A análise dos sonhos faz surgir duas correlações presentes em 60% dos cenários estudados. A primeira, determinante para a nossa interpretação, diz respeito à relação com os outros e, mais precisamente, a um estado de dificuldade de relacionamento cuja origem é a exaltação do desejo de dominação. A segunda é relativa à presença, na proximidade do gigante, da imagem do anão, da pequenez extrema.

Estas duas associações merecem ser desenvolvidas. Continuar a ler

A velha

Georges Romey
Excertos adaptados

A velha

O mito grego atribui à velha das Parcas a missão de cortar o fio da vida quando soa a hora inscrita no Livro do Destino. As três irmãs são frequentemente representadas como velhas com um ar severo. Atropos, a mais velha, aquela que não pode ser evitada, veste roupas negras e lúgubres. Personifica a morte. Quando produz a imagem da velha, o sonho associa-se ao mito. Continuar a ler

O velho sábio

Georges Romey
Excertos adaptados

O velho sábio

De que regiões profundas do ser surge esta personagem? De que camadas misteriosas da consciência colectiva? Não há um lugar onde se possa situá-lo. Ele está presente na eternidade e só se manifesta em ocasiões excepcionais.

O Velho Sábio! O mais estranho, o mais determinante dos arquétipos! Continuar a ler

O livro

Georges Romey
Excertos adaptados

O livro

O livro conduz o imaginário do sonhador às camadas mais profundas da psique universal. Trata-se de um dos símbolos mais enraizados no inconsciente colectivo da humanidade. O livro dos sonhos é sempre um volume imponente, antigo, valioso na aparência e no conteúdo. Um volume que apenas se abrirá a um olhar disponível para acolher o sagrado. Continuar a ler

O outro mundo

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Georges Romey
Excertos adaptados

O outro mundo

Se há um lugar que recusa definições é o outro mundo. Se há expressões que nos causam medo, esta é uma delas. A sua evocação ativa um fundo de angústia metafísica que todas as almas possuem, mesmo que seja em estado latente. O outro mundo impressiona porque o vemos como um outro lado do mundo dos vivos. Mas só uma percentagem ínfima de sonhos estabelece essa correlação. Continuar a ler

A parede

Georges Romey
Excertos adaptados

A parede

No sonho, como na vida, a parede é uma imagem de separação. Aquele que ergue uma parede busca sempre protecção. Mas a parede isola, fecha, limita. Uma parede simboliza sempre o aprisionamento. Seja de que lado estivermos, a liberdade está sempre do outro lado! Uma parede imaginária existe para ser escalada. O paciente que ultrapassa a parede estabelece uma conexão com conteúdos recalcados do inconsciente. Continuar a ler

Entre o céu e a terra

Entre o céu e a terra

Quando há vinte anos me predispus a escutar sonhos, influenciado, entre outros conhecimentos, pelo pensamento freudiano, esperava encontrar, na maior parte dos pacientes, uma problemática dominada pela sexualidade. Cedo me apercebi de que isso só se passava em 30% dos casos. Além disso, fui surpreendido por uma observação. Qualquer que fosse a expectativa inicial das pessoas que vinham às consultas, o desconforto psicológico que manifestavam tinha, na maioria dos casos, uma origem comum. Continuar a ler

A porta

Georges Romey
Excertos adaptados

A porta

O sonhador ou a sonhadora que se encontrem numa sequência onírica que lhes proporcione um encontro com a porta não terão qualquer interesse em munir-se de utensílios de serralheiro. Nem sequer terão necessidade de uma chave, na maior parte dos casos. O imaginário propõe quase sempre ao sonhador que transponha uma porta aberta. Continuar a ler

O espelho

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Georges Romey
Excertos adaptados

O espelho

Ao evocar o espelho, dificilmente um psicólogo não pensará em Narciso, debruçado sobre a água, para sempre prisioneiro da contemplação do seu reflexo. No entanto, poder-se-ia afirmar que a armadilha narcísica, outrora omnipresente no discurso dos psicanalistas franceses, perdeu acuidade no pensamento dos que se lhes sucederam. Continuar a ler

A cor dourada

Georges Romey
Excertos adaptados

A cor dourada

O ouro carrega, como matéria, uma ambivalência pesada, que o torna ora um símbolo de intuição superior ora um símbolo de vaidade e de avidez de poder. No entanto, há sonhos que nos dão a entender que é através do dourado que se alcança o coração do Ser. Continuar a ler

As pedras preciosas

Georges Romey
Excertos adaptados

As pedras preciosas

Quando o sonhador chega ao centro da caverna e se encontra diante de um cofre com ferragens enferrujadas, dentro do qual se encontra o tesouro de pedras preciosas, procura em vão a chave que vai abrir o cofre. Esta chave não pertence ao mundo material. Quando chegar a altura, o cofre abrir-se-á como que por magia.

Uma frase de Oscar Wilde conduz-nos rápida e certeiramente ao coração do simbolismo das pedras ditas preciosas: O cínico é o que conhece o preço de tudo e o valor de nada! Continuar a ler

O ouro

Georges Romey
Excertos adaptados

O ouro

Os mitos e as lendas sempre utilizaram este elemento em abundância. Alguns dos contos mais antigos evocam imagens que veremos surgir espontaneamente no inconsciente contemporâneo. Mais perto de nós no tempo, os alquimistas empreenderam, durante vários séculos, a sua busca misteriosa, que nos é apresentada como a transformação dos metais vis em ouro. As suas obras contribuíram largamente para a profusão dos sonhos em que o ouro é um elemento dominante. Continuar a ler

O pavão

Georges Romey
Le Test de L’Arche de Noé
Paris, Robert Laffont, 1977
Excertos adaptados

O pavão

Vários séculos de expressão literária fizeram recair nas plumas do pavão o peso de todos os tesouros do mundo. E todos os tesouros do mundo – mesmo literários – são um fardo pesado. Não deveremos ter dó da alma que se põe a sonhar diante do pavão, a alma que se compraz nesta imagem, e que encontra um prolongamento psicológico para lá das plumas do pavão?

Mas será que existe algo para além do tesouro? Continuar a ler

O leão

Georges Romey
Le Test de L’Arche de Noé
Paris, Robert Laffont, 1977
Excertos adaptados

O leão

O leão auto-proclamou-se rei. Quem mais lhe poderia conferir o título? É claro que Deus foi invocado na circunstância, mas não era necessário, uma vez que direito divino e direito leonino se confundem. É próprio da essência leonina receber homenagem feudal. Por natureza, o leão espera louvores e tributos. O zelo dos súbditos deve ser estimulado, sobretudo quando a oferta não é espontânea. Continuar a ler

Os peixes

Georges Romey
Le Test de L’Arche de Noé
Paris, Robert Laffont, 1977

Excertos adaptados

O mundo do silêncio

Os peixes pertencem ao mais secreto dos universos, ao mais escondido dos mundos, ao meio menos acessível ao homem, aquele que oferece mais resistência aos seus esforços de investigação.

O mundo do silêncio! As expressões conhecem o destino da sua verdade. Esta deve a sorte à autenticidade da sua inspiração: “o mundo do silêncio”, “o silêncio do mar”, são títulos que encontram correspondência na alma e, por isso, são inesquecíveis. A alma sente o mundo aquático como o mundo em que reina, ou deve reinar, o silêncio. Continuar a ler

Perigos

Ernest Aeppli
Les rêves et leur interprétation
Paris, Payot, 2002
Excertos adaptados

Os perigos

Já aconteceu certamente a todos os sonhadores conhecerem grandes perigos. Alguns lembram-se mesmo só desse tipo de sonhos. A rubrica dos “crimes e acidentes” ocupa um lugar de destaque no nosso jornal nocturno de sonhos. O repórter que existe em nós serve-se amplamente desta rubrica e amplia-a.

Estes sonhos indicam um perigo. Porém, Continuar a ler

O dinheiro

Ernest Aeppli
Les rêves et leur interprétation
Paris, Payot, 2002
Excertos adaptados

O dinheiro

É normal sonhar-se com dinheiro num mundo onde o dinheiro desempenha frequentemente um papel decisivo. Quer se trate de uma simples questão de dinheiro, quer se trate de uma determinada soma equivalente às necessidades de um orçamento médio, todos temos diariamente um certo número de despesas, que se apresentam sob a forma de montantes variáveis. Podemos encontrar quase todo o tipo de montantes nos sonhos. Certos números fortuitos terão Continuar a ler

A casa e as suas dependências

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É natural que muitos sonhos se reportem à casa e às suas dependências, já que, na nossa cultura, os acontecimentos quotidianos se desenrolam mais dentro de casa do que ao ar livre. Os sonhos mais correntes falam de casas precisas, de dependências bem conhecidas, que o sonho não deturpa em demasia. Na casa onírica, vários conteúdos da nossa vida, mesmo que emergentes, fundem-se numa unidade psíquica.

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A estrela

Georges Romey
Excertos adaptados

A estrela

A estrela brilha, desde as profundezas do imaginário, como luz que emana da Fonte primordial. É um símbolo evidente do mistério, e contém a eternidade e o infinito dos espaços. A estrela é símbolo da relação indizível com a divindade. Por isso é que, muitas vezes, nos sonhos, a estrela anuncia o caminho até Deus. Daí que ela seja uma metáfora da Continuar a ler

A floresta

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

A floresta

Menos aberta do que a montanha, menos fluida do que o mar, menos subtil do que o ar, menos árida do que o deserto, menos escura do que a gruta, mas fechada, enraizada, silenciosa, verdejante, sombria, nua, múltipla, e secreta, a floresta de faias é arejada e majestosa; a floresta de carvalhos, nos grandes caos rochosos, é céltica e druídica; a de pinheiros, nas encostas arenosas, evoca um oceano próximo ou origens marítimas. E é sempre a mesma floresta. (Bertrand d’Astorg).

Em múltiplas tradições, nomeadamente entre os Celtas, a floresta era um verdadeiro santuário em estado natural: na floresta de Continuar a ler

A fonte

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

A fonte

O simbolismo da fonte de água viva é expresso principalmente pela nascente que jorra no meio de um jardim, junto da Árvore da Vida, no centro do Paraíso terrestre. Esta é a fonte da vida, ou da imortalidade ou, ainda, a fonte do ensinamento. A fonte simboliza, pelas suas águas sempre novas, o rejuvenescimento perpétuo. Continuar a ler

O mar

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994

Excertos adaptados

O mar

O mar é, antes de mais, um importante símbolo da dinâmica da vida. Tudo sai do mar e tudo a ele regressa. Por isso, ele é lugar de nascimentos, de transformações e de renascimentos.

Contendo águas em movimento, o mar simboliza um estado transitório entre as possibilidades ainda informais e as realidades formais. Trata-se de uma situação de ambivalência, que é sinónimo de Continuar a ler

A água

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

A água

As significações simbólicas da água podem reduzir-se a três temas dominantes: fonte de vida, meio de purificação, centro de renascimento. Estes três temas encontram-se nas tradições mais antigas e formam as combinações imaginárias mais díspares, ao mesmo tempo que mais coerentes. As águas, massa indiferenciada, representam a infinidade dos Continuar a ler

A morte

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Os grandes acontecimentos da vida

A MORTE. Se sonharem com a morte, ficarão com certeza muito aflitos! É natural, pois a morte é um acontecimento capital que atemoriza a maior parte das pessoas. Mas não procurem encontrar um presságio num sonho com a morte. Também aqui se torna necessário transformar o acontecimento físico numa circunstância psíquica. Lembrem-se do sonho do cadáver já Continuar a ler

O pai

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

O PAI – Um pai representa a força viril, o guia na vida. É a pessoa a quem se faz perguntas, que se imita, que se tenta igualar ou ultrapassar. O pai ideal surge como um sol que ilumina e aquece, constitui a experiência, a maturidade, a sabedoria. Apresentar-se-ão, em sonhos, símbolos que apontam para todas estas interpretações. Continuar a ler

A mãe

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Os rostos que nos rodeiam

A MÃE – É raro sonharmos com a nossa mãe no seu aspecto quotidiano, salvo se for uma simples recordação de qualquer facto recente.

Nove vezes em dez, a mãe é considerada um grande símbolo, só intervindo nos sonhos importantes.

Em sonhos, a mãe assume numerosas feições. Pode ser simbolizada pela terra, mas igualmente por uma clínica ou uma gruta! Será de admirar? Continuar a ler

O golfinho

Georges Romey
Excertos adaptados

O golfinho

Basta evocar este animal para que o nosso espírito se sinta mais leve já que o seu simbolismo lembra a prece cristã: Diz somente uma palavra e serei salvo! Após tantos sonhos em que o golfinho leva o sonhador até à luz, podemos estar cientes de que ele tem sempre uma função salvadora. Invariavelmente, tanto nos sonhos como nos mitos, o golfinho tem sempre o papel de guia e de salvador. Continuar a ler

O cavalo

Georges Romey
Excertos adaptados

O cavalo

Na linguagem dos símbolos, o cavalo está na origem de uma série de imagens que exprimem a liberdade dos impulsos, o reconhecimento das pulsões naturais. Mas, a partir dessa origem, o vocabulário onírico elabora uma série de palavras que traduzem sobretudo uma alteração dessa liberdade, imagens que exprimem a revolta contra o peso existencial, imagens de transposição de limites, imagens de resignação, de acabrunhamento e até de derrota. Continuar a ler

O animal

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

O animal

O animal, enquanto arquétipo, representa as camadas profundas do inconsciente e o instinto. Os animais são símbolos dos princípios e das forças cósmicas, materiais ou espirituais. Os símbolos do Zodíaco, que evocam as energias cósmicas, são exemplo disso. Os deuses egípcios têm cabeças de animais, o Espírito Santo é representado por uma pomba. Continuar a ler

O pastor

Georges Romey
Excertos adaptados

O pastor

O pastor é uma das aparências mais frequentemente adoptadas pelo arquétipo do velho sábio. Mas se é verdade que o sábio se presta melhor à personificação simbolizada pelo velho, também não deixa de ser verdade que o imaginário pode confiar tal desempenho a rapazes bem jovens. Continuar a ler

Símbolos, Sonhos, Arquétipos

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

A importância dos sonhos

 Símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida diária, embora possua significados especiais para além do seu significado evidente e convencional. Implica algo de vago, desconhecido ou oculto para nós. É um sinal ou uma imagem, representando um objecto, um ser vivo ou uma situação. Continuar a ler

A terra

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Dos sonhos aos símbolos

A TERRA – Eis um dos maiores símbolos da Humanidade!… Qual o papel da terra?

• é fecundada (pela chuva e pelo sol);

• é passiva;

• dá frutos. Continuar a ler

O fogo

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Dos sonhos aos símbolos

O FOGO – O fogo tem sido sempre objecto de um verdadeiro culto. Na Antiguidade, o fogo era sinónimo de vida, de luz, de força e de amor… Aliás, o fogo encontra-se ligado aos sentimentos amorosos… Não se diz vulgarmente: uma paixão ardente… o coração em brasa… consumido de amor… a chama do amor? Continuar a ler

Subir e descer

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Dos sonhos aos símbolos

SUBIR E DESCER – Em sonhos, a sensação de subir é quase sempre associada a grandeza e poderio. Falta ver, contudo, de que espécie de grandeza se trata.

Nos grandes sonhos, a ascensão é uma pesquisa ou uma garantia de força e de espiritualidade. A subida está ligada à LUZ, como iremos ver. Se fizermos uma ascensão numa atmosfera obscura, é porque existe provavelmente em nós uma força moral Continuar a ler

As forças da natureza

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

2 – Os sonhos quotidianos

Dos sonhos aos símbolos

3 – As forças da natureza

O SOL é o maior símbolo de energia. Quando o vemos em sonhos, podemos acreditar em resultados fecundos da nossa actividade, no nosso poder moral, e na nossa tendência para a perfeição. Porquê?
O sol é um símbolo de vida. Permite a fecundidade da terra. Continuar a ler

Sonhos com a escola e com exames

Ernest Aeppli
Les rêves et leur interprétation
Paris, Payot, 2002
Excertos adaptados

Sonhos com a escola e com exames

Os adultos não costumam gostar de sonhar com o ambiente escolar, porque lhes parece que as coisas do passado perseguem por demasiado tempo as pessoas. Pode acontecer que o sonhador, após dezenas de anos, se encontre de novo nos bancos da escola, seja sozinho, seja com os companheiros de outrora. Mas também se pode ver nesse mesmo cenário como adulto, rodeado de pessoas que conhece na actualidade. Continuar a ler

Os sonhos quotidianos

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

1 – O que é um símbolo

Dos sonhos aos símbolos

2 – Os sonhos quotidianos

São os sonhos que traduzem a nossa vida pessoal do momento, as nossas preocupações, desejos, impulsos, cóleras, etc.

Exemplo: Sonhei que agarrava num livro de estudo. Abrindo-o, com relutância, dentro dele encontrei um diamante. E, de súbito, senti-me cheio de alegria, mas não por causa do diamante… Trata-se de uma pessoa que Continuar a ler

O que é um símbolo?

Pierre Real
Dos Sonhos aos Símbolos – Interpretação dos Sonhos
Lisboa, Ed. Marabu-Notícias, 1967
Excertos adaptados

Dos sonhos aos símbolos

1 – O que é um símbolo?

É um sinal ou uma imagem, representando um objecto, um ser vivo ou uma situação.

Eis alguns exemplos: um lírio é muitas vezes um símbolo de pureza; uma rosa simbolizará a beleza, a mulher, etc.; a cruz é o símbolo do sofrimento e da ressurreição. Continuar a ler

A função dos símbolos

Carl G. Jung (org.)
O Homem e os seus Símbolos
Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1987

Excertos adaptados

Ensaio sobre o inconsciente I

A função dos símbolos

Quando um psicanalista se interessa por símbolos, ocupa-se, em primeiro lugar, dos símbolos naturais, distintos dos símbolos culturais. Os primeiros são derivados dos conteúdos inconscientes da psique e, portanto, representam um número imenso de variações das imagens arquetípicas essenciais. Continuar a ler

A análise dos sonhos

Carl G. Jung (org.)
O Homem e os seus Símbolos
Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1987

Excertos adaptados

Ensaio sobre o inconsciente

A análise dos sonhos

Comecei este ensaio (A importância dos sonhos) acentuando a diferença entre um sinal e um símbolo. O sinal é sempre menos do que o conceito que ele representa, enquanto o símbolo significa sempre mais do que o seu significado imediato e óbvio. Os símbolos, no entanto, são produtos Continuar a ler

A importância dos sonhos

Carl G. Jung (org.)
O Homem e os seus Símbolos
Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1987

Excertos adaptados

Ensaio sobre o inconsciente I

A importância dos sonhos

Aquilo a que chamamos símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida diária, embora possua conotações especiais para além do seu significado evidente e convencional. Implica algo de vago, desconhecido ou oculto para nós. Continuar a ler