A concha

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A concha, evocando as águas onde ela se forma, participa do simbolismo da fecundidade próprio da água. Representa o órgão sexual feminino. O seu conteúdo ocasional, a pérola, suscitou, talvez, a lenda do nascimento de Afrodite, a Vénus eterna, figuração da componente feminina da psique. É o espaço primeiro, o útero, o ventre materno, as águas primordiais. Continuar a ler

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A lua

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A lua está ligada aos ritmos biológicos: astro que cresce, diminui e desaparece, cuja vida está submetida à lei universal do devir, do nascimento e da morte, morte essa que nunca é definitiva. Este eterno retorno às suas formas iniciais, esta periodicidade sem fim, fazem com que a Lua seja por excelência o astro dos ritmos de vida, controlando todos os planos cósmicos regidos pela lei do devir cíclico: marés, vegetação, chuvas, fertilidade. A lua rege a renovação periódica, tanto no plano cósmico como no plano terrestre, vegetal, animal e humano. Continuar a ler

A borboleta

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A borboleta representa a parte imaterial do ser, a realização da alma.

Do estado inferior de larva à glória efémera do inseto perfeito, a borboleta traduz uma ideia de metamorfose.

A lagarta que se torna borboleta convida ao sonho da transformação mágica, embora toda a transformação interior exija vigilância, esforço e persistência, de contrário a borboleta de encanto poderá vir a queimar as asas na chama purificadora. Continuar a ler

Uma viagem tranquila – Os sonhos e o simbolismo da passagem

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Eu tinha um medo de morte da morte. Creio que todos temos medo da morte de uma maneira ou de outra, mas eu evitava pensar nela a todo o custo. Quando a minha companheira decidiu que queria um cão, adorei a ideia. Contudo, como sabia que o cão haveria um dia de morrer, resisti ao desejo dela o mais que pude. Acabámos com dois cães. No dia em que o primeiro deles morreu, eu estava a milhares de quilómetros de distância, algo que muito me aliviou. Senti-me como se tivesse evitado uma bala. Quando a minha avó morreu, chorei dias a fio e decidi não assistir ao funeral. Era uma situação com a qual não poderia lidar. Continuar a ler

A cor branca

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A cor branca pode apresentar dois sentidos:

Um é o do branco neutro, de caráter passivo, próprio das experiências que ainda estão para vir. Transborda de possibilidades vivas, que aguardam realização. Como diz Kandinsky, é um nada anterior a qualquer nascimento, anterior a qualquer começo. Representa um momento de vazio, em que o ser se encontra inibido, em suspenso numa brancura passiva. O branco é, neste caso, a cor da não-implicação. Continuar a ler

A cor preta

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A cor preta está associada às trevas primordiais, à indiferenciação original.

Instalado debaixo do mundo, símbolo dos infernos, ou regiões inferiores, o preto exprime um estado de morte, de passividade absoluta.

O preto é cor de luto, não como o branco, mas de uma forma mais opressiva. O luto branco tem algo de messiânico, indica uma ausência destinada a ser complementada. É o luto dos Reis e dos Deuses que vão obrigatoriamente renascer. O luto negro é um luto sem esperança, uma perda definitiva, a queda sem regresso no Nada. Continuar a ler

A rosa

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Famosa pela sua beleza, cor e perfume, a rosa é a flor simbólica mais utilizada no Ocidente. Corresponde àquilo que representa o lótus, na Ásia.

O aspeto mais geral deste símbolo é o da manifestação, originária das águas primordiais, sobre as quais se eleva e desabrocha. Designa a perfeição, a plena realização do Ser. Simboliza a alma, o coração, a taça da Vida. Está também ligada ao simbolismo da mandala, enquanto centro espiritual. Continuar a ler