O cão

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

O cão está simbolicamente associado aos impérios invisíveis regidos pelas divindades ctónicas (subterrâneas).

A primeira função mítica universalmente atestada é a de psicopompo, guia do homem na noite da morte, depois de ter sido seu companheiro em vida. Várias são as figuras mitológicas representadas por um cão, que serviram de guia das almas ao longo de toda a história da cultura ocidental. Cérbero, Anúbis e Hermes são disso exemplos.

Os cinocéfalos (seres com cabeça de cão), tão numerosos na mitologia egípcia, têm por missão aprisionar os inimigos da luz e guardar as portas dos lugares sagrados.

O cão, para quem o invisível é tão familiar, não se contenta com guiar os mortos. Serve também de intercessor entre este mundo e o outro, e de intérprete quando os vivos interrogam os mortos ou as divindades subterrâneas.

Em muitas mitologias ancestrais, o cão aparece também associado ao fogo, como aquele que roubou o segredo do fogo ou o descobriu e revelou aos humanos. O simbolismo do cão representa o conhecimento da vida humana e do além.

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