A maçã

maçã 2 m

A maçã possui simbolicamente um duplo sentido: ora é fruto da Árvore da Vida, ora é fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Conhecimento unificador que confere a imortalidade, ou conhecimento separador, que provoca a queda. Alimento-prodígio que mantém a juventude, símbolo da renovação e da frescura perpétua, ou fruto que confere a inteligência para conhecer o mal, capacidade para o desejar e liberdade para o praticar, e, como tal, fruto que transmite degradação e morte.

Segundo a análise de Paul Diel, a maçã, fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, simbolizaria os desejos terrenos e a complacência com esses desejos. A proibição em relação a esse fruto destinava-se a alertar o homem em relação a tais desejos, que o conduzem apenas a uma vida materialista, por uma espécie de regressão, em oposição a uma vida mais consciente dos valores espirituais, que permite uma evolução progressiva.

A advertência divina daria a conhecer ao ser humano estas duas direções, convidando-o a escolher entre a via dos meros desejos terrenos, que neles se esgota, e a via de uma consciência espiritual alargada e abrangente, que é também uma via de renovação. A maçã seria o símbolo desse conhecimento e da presença de uma necessidade: a de escolher.

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

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