O Jardim

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O jardim é um símbolo do Paraíso terrestre. Este é representado no Génesis por um jardim, cultivado por Adão. Foi dito dos jardins da Roma antiga que eles eram recordações de um paraíso perdido. O jardim do Extremo Oriente é o mundo em miniatura, mas é também a natureza restaurada no seu estado original, convite à restauração da natureza original do ser.

Que prazer — escreveu o poeta chinês Hi K’ang — passear no jardim! Faço a volta do infinito…

A Ásia Oriental conhece, assim, os jardins paradisíacos: O Kuan-luan, centro do mundo e porta do céu, está decorado com jardins suspensos — o que não deixa de fazer lembrar os de Babilónia — onde jorra uma fonte de imortalidade.

O claustro dos mosteiros, o jardim fechado das casas muçulmanas, com a sua fonte central, são imagens do Paraíso.

O jardim aparece muitas vezes nos sonhos como a feliz expressão de uma realização interior.

É o lugar do crescimento, do desabrochar da vida interior.

O muro do jardim preserva da intromissão de elementos mundanos, protegendo as forças internas que florescem.

Penetra-se no jardim apenas por uma porta estreita. O sonhador é obrigado, muitas vezes, a procurar primeiro essa porta.

É a expressão simbólica de evolução psíquica e de evolução interior.

A árvore ou a fonte que se encontram no seu centro são uma alegoria da centralidade e da elevação do ser, pelas quais a consciência humana anseia.

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

 

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