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O cavalo

08 Out

Georges Romey
Excertos adaptados

O cavalo

Na linguagem dos símbolos, o cavalo está na origem de uma série de imagens que exprimem a liberdade dos impulsos, o reconhecimento das pulsões naturais. Mas, a partir dessa origem, o vocabulário onírico elabora uma série de palavras que traduzem sobretudo uma alteração dessa liberdade, imagens que exprimem a revolta contra o peso existencial, imagens de transposição de limites, imagens de resignação, de acabrunhamento e até de derrota.

O cavalo-marinho, figura do mundo subaquático, evoca todos os valores da água (o inconsciente, os valores da feminilidade – intuição, emoções e sentimentos, instintos) assim como condensa em si os valores da couraça, de uma carapaça que convida o sonhador a abdicar dela e a reabilitar as suas pulsões instintivas.

Através da dinâmica onírica, o cavalo conduz o sonhador até ao centro de um confronto tumultuoso entre o reflexo de repressão dos impulsos e a exaltação imaginativa. O cavalo é pois um guia dotado da clarividência do instinto. Convida a uma reabilitação das pulsões recalcadas ou mal sublimadas.

Por isso, a maior parte das vezes, o cavalo do sonho é revelador de uma animação psíquica, da reorganização dos fluxos energéticos.

 

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