A cor branca

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A cor branca pode apresentar dois sentidos:

Um é o do branco neutro, de caráter passivo, próprio das experiências que ainda estão para vir. Transborda de possibilidades vivas, que aguardam realização. Como diz Kandinsky, é um nada anterior a qualquer nascimento, anterior a qualquer começo. Representa um momento de vazio, em que o ser se encontra inibido, em suspenso numa brancura passiva. O branco é, neste caso, a cor da não-implicação. Continuar a ler

A cor preta

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A cor preta está associada às trevas primordiais, à indiferenciação original.

Instalado debaixo do mundo, símbolo dos infernos, ou regiões inferiores, o preto exprime um estado de morte, de passividade absoluta.

O preto é cor de luto, não como o branco, mas de uma forma mais opressiva. O luto branco tem algo de messiânico, indica uma ausência destinada a ser complementada. É o luto dos Reis e dos Deuses que vão obrigatoriamente renascer. O luto negro é um luto sem esperança, uma perda definitiva, a queda sem regresso no Nada. Continuar a ler

A rosa

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Famosa pela sua beleza, cor e perfume, a rosa é a flor simbólica mais utilizada no Ocidente. Corresponde àquilo que representa o lótus, na Ásia.

O aspeto mais geral deste símbolo é o da manifestação, originária das águas primordiais, sobre as quais se eleva e desabrocha. Designa a perfeição, a plena realização do Ser. Simboliza a alma, o coração, a taça da Vida. Está também ligada ao simbolismo da mandala, enquanto centro espiritual. Continuar a ler

A casa

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A casa onírica é um símbolo do centro familiar, a ilha da infância perdida num tempo longínquo. Sendo a casa do sonho, antes de mais, a casa da infância, é um lugar que tenta restituir as relações familiares tal como foram vividas pelo sonhador ou pela sonhadora durante a infância. Continuar a ler

A escada

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O simbolismo da escada aponta para as relações entre o Céu e a Terra. A escada é o símbolo da ascensão e da valorização. Indica uma ascensão gradual e uma via de comunicação nos dois sentidos entre diferentes níveis. Todo o progresso em valor é concebido como uma subida. A escada aparece na arte como o suporte imaginativo da ascensão espiritual. Ergue-se como uma unidade onde o alto e o baixo, o céu e a terra se podem juntar. Continuar a ler

O cão

Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados

O cão está simbolicamente associado aos impérios invisíveis regidos pelas divindades ctónicas (subterrâneas). Continuar a ler

A ilha

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A ilha, à qual apenas se chega depois de uma navegação ou de um voo, é um símbolo por excelência do centro espiritual. Em diferentes tradições a ilha aparece-nos como símbolo do Paraíso Terrestre, morada dos bem-aventurados. A Thulé grega, a ilha Awa, ou ilha de espuma nipónica, a ilha central, eminente, a que a Demanda do Graal chama Montsalvat. Continuar a ler